quarta-feira, 12 de maio de 2021

Quando o Brasil pegou governit-19

 Somos o país que o pecado não chegou. Mataram, roubaram, escravizaram, entubaram e deixaram a mingua, outro zé no asfalto. Éramos muitos, um tempo depois milhares, somos o país que começou na chegada dos portugueses - assim dizem eles -, entramos na dúvida se recebemos o nome pelo produto econômico de cor vermelha, ou por um explorador fenício, ao fim recebemos o título dos trabalhadores de uma extração saqueada de madeira - nosso primeiro registro de CLT na modalidade moderno, pagamento por destruição - digo produção. 

Conta a historiografia portuguesa que fomos conquistados, na brasileira descobertos. Cada um aceita a versão que achar mais melhor de bom, todavia esquecemos da Rebelião de Vila Rica, da Inconfidência Baiana, esquece a mineira, tudo farinha do mesmo saco que votaria no Capitão Cloroquina do seu tempo, chama o povo da balaiada, sabinada, não esqueça dos lanceiros negros entregues à morte pelos revolucionários farroupilhas. Chegamos ao Império brasileiro com um português no poder, a República em um golpe, mais um de outros tantos, mas caso queira recordar a cara de taxo do Imperador intelectual do Brasil, vá até o museu Imperial de Petrópolis!

Formos comparar o Brasil político com a atualidade do mundo é simples. O distanciamento social seria o Ciro - quanto mais longe do Coronelismo melhor. Lula seria o respirador - a última salvação para alguém catatônico -, Bolsonaro seria o cancro do Brasil, o roubo, o jeitinho brasileiro que nasceu no Brasil Colônia, a ideia fajuta de que as leis não atingem todos, são frouxas para alguns e pesadas para outros. No condomínio da Zona Sul se toca a campainha, no portal atemporal da verdadeira realidade brasileira é na bala e caveirão. 

Cada respirador superfaturado, remédio comprado de forma errada, dinheiro guardado na caixa de Pandora que foi soterrando a esperança do brasileiro para um dia melhor. A vacina do Brasil não vem na próxima remessa da China, nem na mochila das ideias Russas da Sputink-V. Entre Freixos e frouxos, ficamos a mercê de implacáveis Dórias, despotistas iluminados ou invasores da Magna Grécia, eternos espartanos na luta pela vitória de novas Covas e Paes. 

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